23 de ago de 2008

As várias versões da vida

Dia desses, assistindo a um pedacinho da novela das oito, digo, das nove, e acompanhando as várias versões de uma mesma história, de um mesmo assassinato, transferi a situação pra vida real e pensei:

A vida tem várias versões...

- depende da ótica de quem conta a história;
- as partes que vivenciaram a situação, com certeza tiveram experiências diferentes, sentimentos distintos e absorveram as mais variadas lições;
- viver é completamente diferente de visualizar, por isso é tão fácil falar da vida dos outros;
- as pessoas “inventam” suas histórias, de acordo com seus próprios desejos, sonhos, necessidades, medos, inseguranças...

É muito fácil imaginar... O difícil é ter a coragem de viver, de ousar, de assumir e de tentar de fato, isso sim não é pra qualquer pessoa, ah não é.

Pra quem não conhece muito a profissão de jornalista, essa é também uma das discussões nos bancos das faculdades. Quando comentamos sobre a veracidade dos fatos e o compromisso do jornalismo com a verdade absoluta, logo surge a questão
“Mas qual das verdades?”

Somos estimulados a ouvir os dois lados da notícia. Mas acredito que existe no mínimo três lados, se levarmos em conta as versões dos dois personagens que viveram a situação, incluindo ainda a interpretação do jornalista que entrevistou as fontes. Sim, porque o repórter é um ser humano, passível de erros e de tendências. Sua interpretação dependerá também dos valores que carrega e da forma com que enxerga a vida.

Acredito ainda que existe uma quarta versão dos fatos, que é a conclusão do leitor, o receptor da notícia e, se formos multiplicar essa idéia entre todos os leitores, aí sim é que a vida nos apresenta as suas mil faces...

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