Dia desses, estava conversando amenidades com um aspirante a político da cidade, e papo vai, papo vem, de repente ele solta a pérola: “Então você é limeirense, de que família você é?”
Sim sou limeirense. Sou da família Silva, o senhor conhece?
O que mais me impressiona no interior é o fato de ainda existirem pessoas que relacionam questões de poder e status à meia dúzia de sobrenomes e famílias. Acredito que hoje a cidade tenha por volta de 300 mil habitantes, além de contabilizar uma infinidade de bairros novos que nem sei mensurar.
Diariamente, convivo com jovens profissionais e estudantes universitários, a maioria limeirense, com amplo conhecimento intelectual, que usufruem carreiras bem sucedidas, promissoras oportunidades de trabalho ou ocupam cargos de decisão, porém não carregam os tradicionais sobrenomes.
Ah se ele soubesse que nossa cidade abriga hoje inúmeros profissionais que aqui vieram a trabalho ou estudo, e hoje têm em Limeira sua nova morada. Se ele soubesse que grande parte dos limeirenses natos, hoje moram fora e atuam em empresas de outras cidades e até estados.
É só dar uma volta pela cidade para “perceber“ os novos ares, a amplitude geográfica, a juventude que está chegando e a atual realidade sócio-econômica do município. Talvez ele ainda não ouviu falar em globalização, abertura de mercado, perfil profissional e uma série de questões que mudaram drasticamente o cenário econômico mundial, incluindo o pacato cotidiano de Lima city.
Acho que vou começar a prestar consultoria a políticos, eles estão precisando de uma ajudazinha. rs
26 de ago. de 2007
19 de ago. de 2007
A evolução da espécie e a falta dela...
Há um tempo, em um sábado à tarde, em um desses encontros de amigas, estávamos tomando sol à beira da piscina, quando uma delas comentou:
“Maldita hora que as mulheres resolveram rasgar o sutiã. Agora, temos que ser, a todo custo, namorada ou esposa perfeita, mãe dedicada, dona de casa exemplar e, ainda por cima, profissional invejável, tendo que nos preocupar com constantes estudos e atualizações profissionais, mercado de trabalho e sustento da família. É muita responsabilidade! Acho que gostaria apenas de ser esposa, mãe e dona de casa...”
Uma recente pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) traz à tona um problema conhecido dos lares brasileiros, a dupla jornada feminina, representada pela atividade profissional e pelos afazeres domésticos, além da responsabilidade com os filhos, muitas vezes delegada exclusivamente à mãe. Infelizmente, ainda há pessoas que atribuem à mulher o compromisso com as tarefas domésticas e é nesse ponto que percebo o quanto os homens não evoluíram em alguns aspectos.
Desde a I e II Guerras Mundiais, quando os homens que voltavam, muitas vezes estavam mutilados e inválidos, as mulheres se viram obrigadas a assumir compromissos, antes restritos aos maridos, seja como empregada em determinadas funções ou levando adiante os negócios da família. Em seguida, veio ainda o desenvolvimento tecnológico e as primeiras leis trabalhistas, e as mulheres foram, aos poucos, sendo inseridas no mercado de trabalho, e, naturalmente, buscando estudos específicos e conquistando novas funções. Mas e os homens, por que não assumiram sua responsabilidade nas tarefas domésticas com a mesma energia e agilidade?
É fácil compreender a razão pela qual a mulher era tida como responsável em cuidar da casa e dos filhos, até meados do século passado, estas eram suas únicas funções, mas os tempos mudaram, e muito! Hoje em dia, a mulher não trabalha apenas por vaidade e conquista pessoal, na maioria das vezes, seu salário complementa a renda da casa, o sustento da família, os estudos e educação dos filhos. Com o custo de vida cada vez mais elevado, apenas o salário do homem não é suficiente para arcar com todas as despesas, isto quando o homem está trabalhando, caso contrário, a mulher assume toda a responsabilidade financeira.
Desde crianças, vivenciamos o preconceito carregado por séculos e séculos, os meninos não são estimulados a assumirem os compromissos domésticos, nem mesmo em tarefas simples, como arrumar seu próprio quarto ou lavar o copo que usou. Já as meninas, além de ajudarem nos serviços, ainda ganham de presente brinquedos como jogos de cozinha. O grande problema que vejo nisso tudo, é o fato dos homens nutrirem uma dependência em relação às mulheres. Eles não são incentivados a se “virarem sozinhos” e, muitas vezes, acham que a mulher tem como responsabilidade, “cuidar” de sua casa, de seus pertences, de sua vida... A pesquisa do IBGE indica que 83% das meninas entre 10 a 17 anos realizam tais tarefas, enquanto que entre os meninos, o índice é de apenas 47,4%.
Um dado interessante que percebi na pesquisa é que os homens com maior escolaridade assumem mais tarefas domésticas, e ao contrário, as mulheres com nível de instrução mais elevado, passam menos tempo nesse tipo de serviço, o que indica planejamento de vida, respeito e responsabilidade entre os casais de maior grau de instrução, porém, o problema persiste em famílias de baixa renda, onde as dificuldades financeiras são ainda maiores e as mulheres, geralmente geradoras do sustento da família, trabalham fora e assumem praticamente todas as tarefas de casa.
Por isso defendo: o homem ainda tem muito a evoluir! E esta não é nenhuma afirmação feminista, porque sou avessa a qualquer tipo de radicalismo inconsistente.
O melhor argumento vem da própria história, que nos apresenta as mudanças de comportamento entre homens e mulheres!
“Maldita hora que as mulheres resolveram rasgar o sutiã. Agora, temos que ser, a todo custo, namorada ou esposa perfeita, mãe dedicada, dona de casa exemplar e, ainda por cima, profissional invejável, tendo que nos preocupar com constantes estudos e atualizações profissionais, mercado de trabalho e sustento da família. É muita responsabilidade! Acho que gostaria apenas de ser esposa, mãe e dona de casa...”
Uma recente pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) traz à tona um problema conhecido dos lares brasileiros, a dupla jornada feminina, representada pela atividade profissional e pelos afazeres domésticos, além da responsabilidade com os filhos, muitas vezes delegada exclusivamente à mãe. Infelizmente, ainda há pessoas que atribuem à mulher o compromisso com as tarefas domésticas e é nesse ponto que percebo o quanto os homens não evoluíram em alguns aspectos.
Desde a I e II Guerras Mundiais, quando os homens que voltavam, muitas vezes estavam mutilados e inválidos, as mulheres se viram obrigadas a assumir compromissos, antes restritos aos maridos, seja como empregada em determinadas funções ou levando adiante os negócios da família. Em seguida, veio ainda o desenvolvimento tecnológico e as primeiras leis trabalhistas, e as mulheres foram, aos poucos, sendo inseridas no mercado de trabalho, e, naturalmente, buscando estudos específicos e conquistando novas funções. Mas e os homens, por que não assumiram sua responsabilidade nas tarefas domésticas com a mesma energia e agilidade?
É fácil compreender a razão pela qual a mulher era tida como responsável em cuidar da casa e dos filhos, até meados do século passado, estas eram suas únicas funções, mas os tempos mudaram, e muito! Hoje em dia, a mulher não trabalha apenas por vaidade e conquista pessoal, na maioria das vezes, seu salário complementa a renda da casa, o sustento da família, os estudos e educação dos filhos. Com o custo de vida cada vez mais elevado, apenas o salário do homem não é suficiente para arcar com todas as despesas, isto quando o homem está trabalhando, caso contrário, a mulher assume toda a responsabilidade financeira.
Desde crianças, vivenciamos o preconceito carregado por séculos e séculos, os meninos não são estimulados a assumirem os compromissos domésticos, nem mesmo em tarefas simples, como arrumar seu próprio quarto ou lavar o copo que usou. Já as meninas, além de ajudarem nos serviços, ainda ganham de presente brinquedos como jogos de cozinha. O grande problema que vejo nisso tudo, é o fato dos homens nutrirem uma dependência em relação às mulheres. Eles não são incentivados a se “virarem sozinhos” e, muitas vezes, acham que a mulher tem como responsabilidade, “cuidar” de sua casa, de seus pertences, de sua vida... A pesquisa do IBGE indica que 83% das meninas entre 10 a 17 anos realizam tais tarefas, enquanto que entre os meninos, o índice é de apenas 47,4%.
Um dado interessante que percebi na pesquisa é que os homens com maior escolaridade assumem mais tarefas domésticas, e ao contrário, as mulheres com nível de instrução mais elevado, passam menos tempo nesse tipo de serviço, o que indica planejamento de vida, respeito e responsabilidade entre os casais de maior grau de instrução, porém, o problema persiste em famílias de baixa renda, onde as dificuldades financeiras são ainda maiores e as mulheres, geralmente geradoras do sustento da família, trabalham fora e assumem praticamente todas as tarefas de casa.
Por isso defendo: o homem ainda tem muito a evoluir! E esta não é nenhuma afirmação feminista, porque sou avessa a qualquer tipo de radicalismo inconsistente.
O melhor argumento vem da própria história, que nos apresenta as mudanças de comportamento entre homens e mulheres!
13 de ago. de 2007
O dia em que quase desisti
Era uma linda manhã de sábado. O grupo havia combinado de se encontrar às 9h em um posto de gasolina. Chego um pouco atrasada, às 9h15, mas apenas duas pessoas estavam lá, os outros também estavam atrasados, para minha tranqüilidade.
Aos poucos, o pessoal ia chegando, comentando sobre os equipamentos e discutindo o roteiro do dia, e eu, assustada com toda aquela “disposição”, e sem saber ao certo o que me esperava, tentava disfarçar minha ansiedade. Os veteranos ciclistas comentavam sobre a possibilidade de pedalarmos por estradas rurais até a cidade de Araras, ida e volta resultariam em, aproximadamente, 60 quilômetros. Tentando convencê-los de minha inexperiência neste tipo de esporte, argumentei que talvez fosse melhor pegar leve em minha “segunda vez”. Eles concordaram e decidiram por um trajeto menor e mais leve (não sei até que ponto), de apenas 35 quilômetros.
Bruno iria me emprestar uma bike que, para ele não servia mais, porém a uma iniciante, estava de ótimo tamanho. Fomos até sua casa, deixo meu carro e ensaio minhas primeiras pedaladas, meio descompassadas, inseguras, rumo à aventura do dia. E que aventura!
Éramos um grupo de oito ciclistas, ou melhor, sete ciclistas e uma aspirante. Detalhe: eu era a única mulher do grupo, pois a Marina amarelou rsrs! Todos se ajeitam, colocam seus capacetes e partem ao roteiro escolhido, o pico do Morro Azul.
É muito interessante pedalar com entendidos no assunto. Os meninos têm todo um arsenal do esporte, levam equipamentos para o caso de algum imprevisto, conhecem os melhores trajetos, dão dicas de postura, respiração, explicam a mecânica da catraca e coroa e indicam o momento correto de utilizar as marchas, a fim de tirar proveito das descidas e subidas.
Logo no início do trajeto, na estrada de chão batido sentido alto do Morro Azul, havia pedalado por volta de cinco quilômetros apenas, exausta, paro. Sinto meu coração disparar, a respiração fica cansada, densa e resolvo sentar no chão, mas neste momento, sinto algo parecido com pressão baixa, enjôos e tenho a convicção de que não vou conseguir continuar a aventura.
O amigo Paulo está comigo, espera minha recuperação, explica que a sensação de cansaço pode estar relacionada à respiração incorreta, argumenta que no início é assim mesmo e logo, logo estarei melhor de novo. No início do trajeto, por duas vezes penso em desistir, sento no chão e comento com Paulo “é muita pretensão querer acompanhá-los, vocês têm um condicionamento muito melhor que o meu”.
De fato, se fosse uma pessoa sedentária, não praticasse atividades físicas ou tivesse algum problema de saúde, realmente deveria me preocupar, mas não é o caso. Sou extremamente ativa, sempre pratiquei exercícios e sou acostumada a longas caminhadas.
No momento em que achei que não iria agüentar, mais do que cansaço físico, minha maior dor era ter que voltar, desistir... Senti uma enorme frustração e tenho certeza de que carregaria isso por muito tempo. Descansei, recuperei minhas energias e continuei, com a certeza de que respeitaria meu limite físico e pararia para descansar, quando necessário. Após isso, pedalamos por mais 30 quilômetros, aproximadamente. Empurrei a bicicleta quando não consegui pedalar, sempre com o respaldo de algum amigo dividindo a lanterninha do grupo comigo, me apoiando e orientando.
O mais interessante é que nos próximos 30 quilômetros, em nenhum momento, senti a estafa do início do trajeto, fiquei muito cansada sim, no final, empurrei a bike por algumas vezes, mas nada comparado ao estresse inicial. A lição que tirei dessa experiência é de que nossa mente pode ser responsável por boicotar nossos objetivos. No início, visualizando a imensidão de estradas que teria que pedalar e assustada com as monstruosas subidas, minha mente enviou ao meu corpo a mensagem de que estaria exausto e não teria a menor condição de continuar. Mas ela estava errada!
Valeu a pena superar mais um desafio, valeu a pena estar entre amigos, valeu a pena sentir a leve brisa batendo em meu corpo, valeu a pena apreciar a mãe natureza e sentir a fria e cristalina água da cachoeira. Valeu a pena olhar para trás, após uma imensa subida e enxergar o tamanho da coragem, da capacidade, da conquista...
Agradeço a dedicação dos meninos, que estiveram ao meu lado, me “guincharam”, comentaram sobre suas experiências iniciais que também não foram muito diferentes da minha e, principalmente, acreditaram que eu poderia integrar a equipe!
A todos: Bruno, Paulo, Cássio, Thomaz, Alan, Pedro e Juruna, obrigada por tudo, e, até a próxima!
Aos poucos, o pessoal ia chegando, comentando sobre os equipamentos e discutindo o roteiro do dia, e eu, assustada com toda aquela “disposição”, e sem saber ao certo o que me esperava, tentava disfarçar minha ansiedade. Os veteranos ciclistas comentavam sobre a possibilidade de pedalarmos por estradas rurais até a cidade de Araras, ida e volta resultariam em, aproximadamente, 60 quilômetros. Tentando convencê-los de minha inexperiência neste tipo de esporte, argumentei que talvez fosse melhor pegar leve em minha “segunda vez”. Eles concordaram e decidiram por um trajeto menor e mais leve (não sei até que ponto), de apenas 35 quilômetros.
Bruno iria me emprestar uma bike que, para ele não servia mais, porém a uma iniciante, estava de ótimo tamanho. Fomos até sua casa, deixo meu carro e ensaio minhas primeiras pedaladas, meio descompassadas, inseguras, rumo à aventura do dia. E que aventura!
Éramos um grupo de oito ciclistas, ou melhor, sete ciclistas e uma aspirante. Detalhe: eu era a única mulher do grupo, pois a Marina amarelou rsrs! Todos se ajeitam, colocam seus capacetes e partem ao roteiro escolhido, o pico do Morro Azul.
É muito interessante pedalar com entendidos no assunto. Os meninos têm todo um arsenal do esporte, levam equipamentos para o caso de algum imprevisto, conhecem os melhores trajetos, dão dicas de postura, respiração, explicam a mecânica da catraca e coroa e indicam o momento correto de utilizar as marchas, a fim de tirar proveito das descidas e subidas.
Logo no início do trajeto, na estrada de chão batido sentido alto do Morro Azul, havia pedalado por volta de cinco quilômetros apenas, exausta, paro. Sinto meu coração disparar, a respiração fica cansada, densa e resolvo sentar no chão, mas neste momento, sinto algo parecido com pressão baixa, enjôos e tenho a convicção de que não vou conseguir continuar a aventura.
O amigo Paulo está comigo, espera minha recuperação, explica que a sensação de cansaço pode estar relacionada à respiração incorreta, argumenta que no início é assim mesmo e logo, logo estarei melhor de novo. No início do trajeto, por duas vezes penso em desistir, sento no chão e comento com Paulo “é muita pretensão querer acompanhá-los, vocês têm um condicionamento muito melhor que o meu”.
De fato, se fosse uma pessoa sedentária, não praticasse atividades físicas ou tivesse algum problema de saúde, realmente deveria me preocupar, mas não é o caso. Sou extremamente ativa, sempre pratiquei exercícios e sou acostumada a longas caminhadas.
No momento em que achei que não iria agüentar, mais do que cansaço físico, minha maior dor era ter que voltar, desistir... Senti uma enorme frustração e tenho certeza de que carregaria isso por muito tempo. Descansei, recuperei minhas energias e continuei, com a certeza de que respeitaria meu limite físico e pararia para descansar, quando necessário. Após isso, pedalamos por mais 30 quilômetros, aproximadamente. Empurrei a bicicleta quando não consegui pedalar, sempre com o respaldo de algum amigo dividindo a lanterninha do grupo comigo, me apoiando e orientando.
O mais interessante é que nos próximos 30 quilômetros, em nenhum momento, senti a estafa do início do trajeto, fiquei muito cansada sim, no final, empurrei a bike por algumas vezes, mas nada comparado ao estresse inicial. A lição que tirei dessa experiência é de que nossa mente pode ser responsável por boicotar nossos objetivos. No início, visualizando a imensidão de estradas que teria que pedalar e assustada com as monstruosas subidas, minha mente enviou ao meu corpo a mensagem de que estaria exausto e não teria a menor condição de continuar. Mas ela estava errada!
Valeu a pena superar mais um desafio, valeu a pena estar entre amigos, valeu a pena sentir a leve brisa batendo em meu corpo, valeu a pena apreciar a mãe natureza e sentir a fria e cristalina água da cachoeira. Valeu a pena olhar para trás, após uma imensa subida e enxergar o tamanho da coragem, da capacidade, da conquista...
Agradeço a dedicação dos meninos, que estiveram ao meu lado, me “guincharam”, comentaram sobre suas experiências iniciais que também não foram muito diferentes da minha e, principalmente, acreditaram que eu poderia integrar a equipe!
A todos: Bruno, Paulo, Cássio, Thomaz, Alan, Pedro e Juruna, obrigada por tudo, e, até a próxima!
6 de ago. de 2007
Mariana pediu, Mariana acreditou, Mariana conquistou!

O dia era 2 de dezembro de 2005; o local, um barzinho da cidade, Maverick e a comemoração, meu aniversário (na verdade meu niver é no dia 30 de novembro, mas marcamos pra festejar na sexta-feira).
Estava uma temperatura atípica para a época, uma noite fria, porém calorosa levando em consideração a animação da nossa turma. Muitos amigos, alguns os quais convivo quase que diariamente, outros, só vejo em ocasiões especiais, me homenagearam com a deliciosa presença. Os que não vejo com tanta freqüência, estão sempre presentes em meus pensamentos, nas nostálgicas histórias e nas recordações de cumplicidade...
O bolo? Eu não tinha levado. Mas quando meus queridos amigos Fabiano e Pedrito Bono Vox souberam disso, deram um jeitinho de escapar da festa e foram até uma padaria comprar, e olha que ele é o grande protagonista desta história! J
A noite me reservou grandes surpresas, recebi um lindo poema de minha amiga Sú que morava em Curitiba. Declamado na voz de Fabiano Freire, quase que o bar inteiro ouviu um pouquinho da nossa história.
É chegada a hora do grande momento: o pedido! O ritual é que o primeiro corte do bolo seja feito por todos, juntos, e cada um tem o direito de fazer o seu pedido. O momento é íntimo, pessoal e exige compenetração (isso não é palavrão heim), é como se cada um estabelecesse um pacto com seu desejo, e, silenciosamente, mentalizasse algo que gostaria de realizar.
Em meio ao breve silêncio, surge uma voz, era Mariana, que fazia seu pedido em alto e bom som, sem se importar com o que os outros iriam pensar de seu íntimo desejo:
“EU QUERO UM NAMORADO” grita Mariana
Assustados, alguns desviam o olhar, disfarçam, outros brincam com a audácia de Mariana, e ao final, se divertem com o acontecido.
O legal dessa história é que ela tem um final feliz. 353 dias após seu pedido, exatamente no dia 20 de novembro de 2006, dez dias antes de meu outro aniversário, Mariana conhece seu grande amor. Hoje, há quase nove meses com seu namorado, ela afirma estar vivendo os melhores momentos de sua vida e enfatiza que o importante é não ter vergonha de assumir seus desejos e, principalmente, saber pedir.
“Quando desejei um namorado, tinha total consciência de qual pessoa queria ao meu lado, quais características deveriam ter, não me refiro a atributos físicos, queria um grande amor, uma pessoa sensível e apaixonada e que me respeitasse como sou, o Doglas é exatamente assim”.
Bom pessoal, depois que essa história se tornou pública, meu próximo aniversário será um evento! Dia 30 de novembro que nos aguarde! Tem uma lista enorme de pessoas querendo cortar meu bolo e “fazer seu pedido”, estou até vendo, vai ser uma gritaria!!!
Estava uma temperatura atípica para a época, uma noite fria, porém calorosa levando em consideração a animação da nossa turma. Muitos amigos, alguns os quais convivo quase que diariamente, outros, só vejo em ocasiões especiais, me homenagearam com a deliciosa presença. Os que não vejo com tanta freqüência, estão sempre presentes em meus pensamentos, nas nostálgicas histórias e nas recordações de cumplicidade...
O bolo? Eu não tinha levado. Mas quando meus queridos amigos Fabiano e Pedrito Bono Vox souberam disso, deram um jeitinho de escapar da festa e foram até uma padaria comprar, e olha que ele é o grande protagonista desta história! J
A noite me reservou grandes surpresas, recebi um lindo poema de minha amiga Sú que morava em Curitiba. Declamado na voz de Fabiano Freire, quase que o bar inteiro ouviu um pouquinho da nossa história.
É chegada a hora do grande momento: o pedido! O ritual é que o primeiro corte do bolo seja feito por todos, juntos, e cada um tem o direito de fazer o seu pedido. O momento é íntimo, pessoal e exige compenetração (isso não é palavrão heim), é como se cada um estabelecesse um pacto com seu desejo, e, silenciosamente, mentalizasse algo que gostaria de realizar.
Em meio ao breve silêncio, surge uma voz, era Mariana, que fazia seu pedido em alto e bom som, sem se importar com o que os outros iriam pensar de seu íntimo desejo:
“EU QUERO UM NAMORADO” grita Mariana
Assustados, alguns desviam o olhar, disfarçam, outros brincam com a audácia de Mariana, e ao final, se divertem com o acontecido.
O legal dessa história é que ela tem um final feliz. 353 dias após seu pedido, exatamente no dia 20 de novembro de 2006, dez dias antes de meu outro aniversário, Mariana conhece seu grande amor. Hoje, há quase nove meses com seu namorado, ela afirma estar vivendo os melhores momentos de sua vida e enfatiza que o importante é não ter vergonha de assumir seus desejos e, principalmente, saber pedir.
“Quando desejei um namorado, tinha total consciência de qual pessoa queria ao meu lado, quais características deveriam ter, não me refiro a atributos físicos, queria um grande amor, uma pessoa sensível e apaixonada e que me respeitasse como sou, o Doglas é exatamente assim”.
Bom pessoal, depois que essa história se tornou pública, meu próximo aniversário será um evento! Dia 30 de novembro que nos aguarde! Tem uma lista enorme de pessoas querendo cortar meu bolo e “fazer seu pedido”, estou até vendo, vai ser uma gritaria!!!
2 de ago. de 2007
Arriscar vale a pena!
Uma amiga me contou uma história que aconteceu com ela, sinceramente, parece piada...
Tânia estava feliz da vida! Há quase uma década trabalhando em uma mesma empresa, na capital paulista, estava cansada da rotina diária, não via mais possibilidade de crescimento, o trabalho já não a estimulava mais, decidiu mudar sua rotina, buscar outros horizontes profissionais em uma nova oportunidade de emprego.
As vagas começaram a surgir, vieram as entrevistas, Tânia analisou as possibilidades, a estrutura das empresas e os benefícios oferecidos. Chegou à conclusão que seu desejo era mudar, ousar, arriscar, então, melhor mesmo era mudar de cidade e aceitou a proposta de uma empresa do interior.
Lá veio Tânia para Lima City, assumir uma posição bem estabelecida em uma companhia multinacional da promissora cidade. Porém, agora é que começa a comédia...
Antes de assumir seu posto de trabalho Tânia teria que passar por alguns exames médicos. Foi até a empresa, tomou um chá de cadeira básico e quando entrou na sala do médico iniciou-se o diálogo:
Doutor: - Tânia, então você está vindo de São Paulo?
Tânia: - Sim doutor. Sempre morei e trabalhei lá.
Doutor: - E porque você saiu do emprego, foi demitida?
Tânia: - Não. Eu pedi minha conta.
Doutor: - Mas por que você fez isso?
Tânia: - Ah doutor, eu estava na mesma empresa há quase dez anos, já estava desmotivada com o trabalho, queria algo novo pra minha carreira, ainda sou jovem e senti a necessidade de mudar. Agora estou super feliz, com novos projetos de vida, novo emprego, nova cidade...
Doutor: - Tânia, se eu fosse você, não deixaria seu emprego pra vir pra cá. Aqui existe uma forte pressão por trabalho, produtividade e resultado, os funcionários vivem estressados e doentes, além do mais, não é uma empresa muito segura, muitos entram e, dentro de poucos meses, são demitidos...
É claro que Tânia não desistiu do novo trabalho, mesmo porque já havia se demitido do emprego anterior, tinha alugado apartamento, sua vida já estava toda planejada com base no novo emprego.
O que eu achei hilário nessa história é como um profissional desestimulado, cansado de sua rotina de trabalho e totalmente afetado pelos vícios de uma carreira estagnada, pode conseguir infectar o ambiente de trabalho.
Imagine: você está cheio de projetos para sua nova fase, curtindo as possibilidades de vida, querendo iniciar seu novo trabalho, conhecer os novos colegas, e vem um cara, ou melhor, um médico do trabalho que iria fazer seu exame admissional, e lhe joga um balde de água fria... Não é cômico?!
Bom gente, o final da história é o seguinte: Tânia entrou na empresa, trabalhou pra caramba, se estressou como todos os funcionários e foi demitida após quase um ano de trabalho.
Aí você vai me questionar: Ah Sandra, mas então o médico estava certo, ele avisou à Tânia que a empresa não era legal e que isso poderia acontecer!
E eu respondo: “Sim ele avisou, porém, se ele considera que não vale mais a pena trabalhar nesta empresa, está insatisfeito, infeliz e não acredita em nada do que ela oferece, que tenha a coragem que a Tânia teve e busque mudanças pra sua vida profissional. Ouse, tente e arrisque. Tenho certeza de que, pelo menos, ele será muito mais feliz”.
E a Tânia?
Bom, ela me disse que deveria ter ouvido o médico! rsrs
Tânia estava feliz da vida! Há quase uma década trabalhando em uma mesma empresa, na capital paulista, estava cansada da rotina diária, não via mais possibilidade de crescimento, o trabalho já não a estimulava mais, decidiu mudar sua rotina, buscar outros horizontes profissionais em uma nova oportunidade de emprego.
As vagas começaram a surgir, vieram as entrevistas, Tânia analisou as possibilidades, a estrutura das empresas e os benefícios oferecidos. Chegou à conclusão que seu desejo era mudar, ousar, arriscar, então, melhor mesmo era mudar de cidade e aceitou a proposta de uma empresa do interior.
Lá veio Tânia para Lima City, assumir uma posição bem estabelecida em uma companhia multinacional da promissora cidade. Porém, agora é que começa a comédia...
Antes de assumir seu posto de trabalho Tânia teria que passar por alguns exames médicos. Foi até a empresa, tomou um chá de cadeira básico e quando entrou na sala do médico iniciou-se o diálogo:
Doutor: - Tânia, então você está vindo de São Paulo?
Tânia: - Sim doutor. Sempre morei e trabalhei lá.
Doutor: - E porque você saiu do emprego, foi demitida?
Tânia: - Não. Eu pedi minha conta.
Doutor: - Mas por que você fez isso?
Tânia: - Ah doutor, eu estava na mesma empresa há quase dez anos, já estava desmotivada com o trabalho, queria algo novo pra minha carreira, ainda sou jovem e senti a necessidade de mudar. Agora estou super feliz, com novos projetos de vida, novo emprego, nova cidade...
Doutor: - Tânia, se eu fosse você, não deixaria seu emprego pra vir pra cá. Aqui existe uma forte pressão por trabalho, produtividade e resultado, os funcionários vivem estressados e doentes, além do mais, não é uma empresa muito segura, muitos entram e, dentro de poucos meses, são demitidos...
É claro que Tânia não desistiu do novo trabalho, mesmo porque já havia se demitido do emprego anterior, tinha alugado apartamento, sua vida já estava toda planejada com base no novo emprego.
O que eu achei hilário nessa história é como um profissional desestimulado, cansado de sua rotina de trabalho e totalmente afetado pelos vícios de uma carreira estagnada, pode conseguir infectar o ambiente de trabalho.
Imagine: você está cheio de projetos para sua nova fase, curtindo as possibilidades de vida, querendo iniciar seu novo trabalho, conhecer os novos colegas, e vem um cara, ou melhor, um médico do trabalho que iria fazer seu exame admissional, e lhe joga um balde de água fria... Não é cômico?!
Bom gente, o final da história é o seguinte: Tânia entrou na empresa, trabalhou pra caramba, se estressou como todos os funcionários e foi demitida após quase um ano de trabalho.
Aí você vai me questionar: Ah Sandra, mas então o médico estava certo, ele avisou à Tânia que a empresa não era legal e que isso poderia acontecer!
E eu respondo: “Sim ele avisou, porém, se ele considera que não vale mais a pena trabalhar nesta empresa, está insatisfeito, infeliz e não acredita em nada do que ela oferece, que tenha a coragem que a Tânia teve e busque mudanças pra sua vida profissional. Ouse, tente e arrisque. Tenho certeza de que, pelo menos, ele será muito mais feliz”.
E a Tânia?
Bom, ela me disse que deveria ter ouvido o médico! rsrs
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