Uma entrevista da revista Veja, edição 21/11/07, com a financista, atriz e filha do ministro da Fazenda, Marina Mantega, me chamou a atenção... Reflete claramente que a ignorância não atinge apenas a fatia da sociedade que está a mercê do fracassado sistema público de ensino. Evidencia que a ignorância cultural é uma questão de opção de vida...
A personagem em questão desfilará no próximo carnaval pela Acadêmicos da Rocinha e conversou com a Veja:
Veja: Como você entrou na Acadêmicos da Rocinha?
Marina: Na verdade, eles convidaram uma amiga minha e, depois, pediram para ela me perguntar se eu teria interesse de também estar desfilando. Claro, né?
Veja: Como será sua fantasia?
Marina: Não sei ainda, mas espero que seja uma bonita e não seja pequena. Tenho um pouco de vergonha e acho que meu pai vai gostar mais.
Veja: Qual será o enredo da Acadêmicos?
Marina: Ai, não sei te informar.
Veja: Faz tempo que você aprendeu a sambar?
Marina: Olha, estou aprendendo. Ainda preciso de muita aula, mas a cada dia a gente vai melhorando.
Veja: Como está sua carreira de atriz?
Marina: Estou aguardando convites até para fazer teste. Tenho que começar fazendo papéis pequenos para estar ganhando experiência e estar sendo conhecida não só como a filha do ministro. Quero ser reconhecida pelo meu mérito.
Veja: Obrigada pela atenção, Marina.
Marina: Capricha, por favor. Às vezes, vocês (os jornalistas de Veja) desviam um pouquinho de mim. Já tomei algumas porque sou muito sincera demais, mas confio em você.
Recado da Veja: Marina – seu pai vai estar preferindo se você não estiver desfilando de fio-dental.
Recado da Sandra: Marina aceite um conselho – em primeiro lugar, é melhor você não estar confiando em jornalista, em segundo, antes de dar entrevista vá estar estudando língua portuguesa, pelo menos...
26 de nov. de 2007
4 de nov. de 2007
O sabor de cada momento
Apressada e cheia de preocupações, logo na entrada do restaurante Eliana esbarra no garçom. Fecha os olhos, respira fundo para se recompor, escolhe sua mesa e senta para almoçar, desejando apreciar os poucos momentos de prazer.
Com a cabeça voltada à finalização de sua monografia, a quase recém formada em Direito não consegue se desligar de seu projeto de conclusão de curso. Alguns feriados prolongados estão por vir, as amigas provavelmente viajarão para a praia, a família está programando passar os dias na chácara e o pessoal do trabalho organizou um delicioso churrasco na piscina, e ela, se quiser obter seu canudo de formatura, deverá se dedicar exclusivamente à monografia, já que faltam apenas 20 dias para a apresentação do projeto na faculdade.
Para relaxar, Eliana procura se abster de qualquer pensamento que exija muito de sua capacidade intelectual, e tenta lembrar quem venceu o campeonato mundial de futebol de botão, em seguida sonha com uma viagem para a Grécia e se esforça para recordar a cor dos olhos de sua boneca de infância, Suzi, mas nada é suficientemente convincente para reter seus pensamentos, e logo estava ela pensando em sua monstruosa monografia, quando uma conversa na mesa ao lado lhe chama a atenção.
- O que? Passei? Meu Deus eu passei, não acredito!!!
Um jovem comemorava a notícia que acabara de receber pelo celular
Antenada na conversa, Eliana já vibrava à conquista do desconhecido, imaginando que o rapaz tivesse passado em algum concorrido concurso público e seria o mais novo Promotor de Justiça, ou quem sabe, um Juiz?
Surpresa, a futura advogada descobre que o jovem passou em um exame teórico para conseguir carteira de habilitação! Decepcionada, pensou que um exame teórico para carteira de motorista não merecia tanta empolgação.
Seus próprios pensamentos de desprezo em relação à experiência que o rapaz estava vivendo, a fizeram refletir logo em seguida:
- Que engraçado que é a vida. O orientador da minha monografia com certeza está achando que sou uma idiota em perder noites de sono apenas por um projetinho de conclusão de graduação, enquanto ele provavelmente está defendendo sua tese de pós-doutorado!
É pessoal, assim é a vida!
Vivemos valorizando nossos problemas, como se fossem os piores possíveis e credenciamos a eles as mais complexas resoluções. Quanto aos problemas dos outros, sempre têm uma carga menor e poderiam ser solucionados apenas com um jeito diferente de ação e reação.
Esquecemos que na vida, cada fase tem um grau de importância, um sabor, uma comemoração própria e valores distintos, claro que tudo isso varia bastante, de acordo com a intensidade de cada pessoa, mas todas as situações merecem ser vividas e resolvidas com dedicação, serenidade e amor!
Com a cabeça voltada à finalização de sua monografia, a quase recém formada em Direito não consegue se desligar de seu projeto de conclusão de curso. Alguns feriados prolongados estão por vir, as amigas provavelmente viajarão para a praia, a família está programando passar os dias na chácara e o pessoal do trabalho organizou um delicioso churrasco na piscina, e ela, se quiser obter seu canudo de formatura, deverá se dedicar exclusivamente à monografia, já que faltam apenas 20 dias para a apresentação do projeto na faculdade.
Para relaxar, Eliana procura se abster de qualquer pensamento que exija muito de sua capacidade intelectual, e tenta lembrar quem venceu o campeonato mundial de futebol de botão, em seguida sonha com uma viagem para a Grécia e se esforça para recordar a cor dos olhos de sua boneca de infância, Suzi, mas nada é suficientemente convincente para reter seus pensamentos, e logo estava ela pensando em sua monstruosa monografia, quando uma conversa na mesa ao lado lhe chama a atenção.
- O que? Passei? Meu Deus eu passei, não acredito!!!
Um jovem comemorava a notícia que acabara de receber pelo celular
Antenada na conversa, Eliana já vibrava à conquista do desconhecido, imaginando que o rapaz tivesse passado em algum concorrido concurso público e seria o mais novo Promotor de Justiça, ou quem sabe, um Juiz?
Surpresa, a futura advogada descobre que o jovem passou em um exame teórico para conseguir carteira de habilitação! Decepcionada, pensou que um exame teórico para carteira de motorista não merecia tanta empolgação.
Seus próprios pensamentos de desprezo em relação à experiência que o rapaz estava vivendo, a fizeram refletir logo em seguida:
- Que engraçado que é a vida. O orientador da minha monografia com certeza está achando que sou uma idiota em perder noites de sono apenas por um projetinho de conclusão de graduação, enquanto ele provavelmente está defendendo sua tese de pós-doutorado!
É pessoal, assim é a vida!
Vivemos valorizando nossos problemas, como se fossem os piores possíveis e credenciamos a eles as mais complexas resoluções. Quanto aos problemas dos outros, sempre têm uma carga menor e poderiam ser solucionados apenas com um jeito diferente de ação e reação.
Esquecemos que na vida, cada fase tem um grau de importância, um sabor, uma comemoração própria e valores distintos, claro que tudo isso varia bastante, de acordo com a intensidade de cada pessoa, mas todas as situações merecem ser vividas e resolvidas com dedicação, serenidade e amor!
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